bilião, bilhão
O termo milhão designa, tanto no português europeu como no brasileiro, 1 000 000 (notação matemática: 106).
Para quantidades superiores, as designações divergem no Brasil e em Portugal. Isto deve-se ao facto de Portugal ter adoptado a escala longa (6n), enquanto o Brasil e os EUA adoptaram a escala curta (3n) (ver tabelas comparativas na Wikipedia). Resulta daqui o seguinte:
1 000 000 000 (109) — bilhão no Brasil, mil milhões em Portugal. Nos EUA, billion.
1 000 000 000 000 (1012) — trilhão no Brasil, bilião em Portugal.
1 000 000 000 000 000 (1015) — quatrilhão no Brasil, mil biliões em Portugal.
Etc.
Está convencionado que, para facilidade de leitura, a notação dos grandes números se organize em grupos de três algarismos, como mostrámos acima (mas quando esta regra levanta dificuldades técnicas ou tipográficas, como sucede em muitas páginas de Internet, o espaço de separação pode ser substituído por um ponto). Quer a norma portuguesa N18 (1960) «Nomenclatura dos Grandes Números» substituída pela NP 18:2006 (Ed.3), Comissão técnica CT 7, IPQ (Instituto Português da Qualidade), quer o Código de Redacção Interinstitucional (CRI) consagram a escala longa (6n), conforme a recomendação europeia adoptada na IX Conferência dos Pesos e Medidas reunida em 1948.
Além disso, para facilitar a leitura dos grandes números, convencionou-se separar os algarismos em grupos de três, por meio de um espaço em branco. No entanto, em texto corrido, quando um número tem apenas quatro algarismos, a sua leitura é mais fácil e por isso pode não se empregar qualquer espaço, como sucede na designação dos anos.
O Código de Redacção Interinstitucional (CRI), usado nas instituições europeias para redacções em português, segue a norma portuguesa.
(texto adaptado de IAC/Wikidívida)
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